domingo, julho 17, 2011
sábado, julho 02, 2011
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
domingo, junho 05, 2011
Sonho 05/06/2011
Sonho
Estava em algum lugar com algumas pessoas conversando não me lembro o que quando de repente sinto um ponto escuro na minha vista, tipo "moscas volantes" (fenômenos entópticos caracterizados por formas semelhantes a sombras que aparecem sozinhas ou junto com muitas outras no campo visual do indivíduo. –Wikipedia.org). Comento com alguém que está comigo sobre o ponto na vista e decido olhar para o ponto. Quando olho percebeo algo se formando dentro como uma imagem vista através de um buraco de uma fechadura: vejo uma porta que me parece familiar. Vou olhando e girando o olhar e vejo outra porta: reconheço que as duas portas são da casa onde vivi durantes anos com a minha família – ex-mulher e filhas. Continuo explorando o espaço e vejo uma pessoa: é a Isabel minha ex-companheira, só que bem mais nova. Vou explorando mais e girando o olhar e vejo minha filha Andressa ainda criança de "maria chiquinhas" e tudo isso agora numa área aberta que ficava entre a nossa casa e a casa de meu sogro e a casa da minha cunhada, destinada a festas. Vejo que tem mais pessoas que vou reconhecendo como sobrinhos e penso ser uma reunião de família. Percebo então que estou olhando para algum lugar do passado há aproximadamente 10 anos atrás.
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Mensagem
domingo, janeiro 09, 2011
sexta-feira, novembro 05, 2010
caminho
Só caminho assim,
Assim caminho só
Caminho assim, só
Lado a lado com você
Ora de mãos dadas,
Ora sorrindo pro teu sorriso
Se tudo são flores?
Certamente não
Mas quando não tem, plantamos
E a paisagem rude
Precisa de apoio novamente
Me dá a mão?
Posso agora caminhar um pouco sozinho?
terça-feira, outubro 26, 2010
Sossega, coração! Não desesperes!
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solene pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
domingo, outubro 17, 2010
Elemento de Insight Meditativo
"Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro."
quinta-feira, outubro 14, 2010
Ex-Amor - Simone e Martinho da Vila - Som Brasil (29/05/2009)
terça-feira, outubro 12, 2010
Tudo e Nada
"Tudo e nada
Você vive na ilusão e na aparência das coisas.Kalu Rinpoche (Tibete, 1905 ~ Índia, 1989)
Há uma realidade, mas você não a conhece.
Quando compreendê-la, vai ver que você não é nada,
E, sendo nada, você é tudo.
Isso é tudo.
“The Dharma That Illuminates All Beings Impartially Like the Light of the Sun and Moon”
citado por Jack Kornfield, em “The Buddha is Still Teaching” "
http://samsara.blog.br/2010/09/tudo-e-nada/
quarta-feira, outubro 06, 2010
INCÓGNITA
Numa incógnita eu tropecei
E pelo mar de surpresas naveguei
Embora por entre tempestades
O que mais me apavorou foi a calmaria
Pois nada dizia
E a luz tênue do dia
me incomodava...
Sempre preferi a luz da lua e das estelas
Pois sempre me deixaram ver o negro do misterioso infinito.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Plenitude
Esteja onde estiver que seja feliz.
O seu nome é um bálsamo que suaviza minha dor
Sua lembrança me faz feliz
Os caminhos por onde andou nasceram flores
e eu não ouso roubá-las.
Hoje você está comigo e amanhã será uma dádiva
o dia em que vier me visitar.
Assim somos todos um só
E bem aventurados somos por termos andado lado a lado.
Que toda a existência seja testemunha deste amor.
segunda-feira, setembro 13, 2010
VÁCUO
Twitter Updates
Não esteja na cidade onde eu estiver
Não deixe o seu nome surgir por onde eu passar os meus olhos
Saia de todas as minhas lembranças
Não pise por onde eu vou pisar
Não fale com nenhum de meus amigos, parentes e conhecidos.
Deixe de existir no meu passado,
Nunca se apresente no meu presente
Não se atreva a ser uma probabilidade no meu futuro
Assim nunca terás de me pedir perdão
E nunca teria eu que te perdoar por nada
Pois nada aconteceu
Nada existiu
E se algum resquício, algum fragmento, alguma milionésima parte de um grão de areia restar
Que isso seja sugado pelo mais longínquo buraco negro que estiver deste Universo.
Mas do que eu estou falando mesmo???
sexta-feira, setembro 10, 2010
Heavy Metal Do Senhor
Heavy Metal Do Senhor
Composição: Zeca Baleiro
"O cara mais underground
Que eu conheço é o diabo
Que no inferno toca cover
Das canções celestiais
Com sua banda formada
Só por anjos decaídos
A platéia pega fogo
Quando rolam os festivais...
Enquanto isso Deus brinca
De gangorra no playground
Do céu com santos
Que já foram homens de pecado
De repente os santos falam
"Toca Deus um som maneiro"
E Deus fala
"Agüenta vou rolar
Um som pesado"
A banda cover do diabo
Acho que já tá por fora
O mercado tá de olho
É no som que Deus criou
Com trombetas distorcidas
E harpas envenenadas
Mundo inteiro vai pirar
Com o heavy metal do Senhor..."
domingo, setembro 05, 2010
Soneto a Quatro Mãos (Paulo Mendes Campos/ Vinicius de Morais)
Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Marcas Esquecidas
Você fica em silencio ao meu lado
E no silêncio vai a sua presença,
o seu cheiro, a sua essência.
E assim aquilo que me cativava
Vai se tornando tênue, vago,
Como a areia levada pelo vento.
E quando der por mim
Não saberei mais de ti.
Nem presença
Nem lembrança.
E as cicatrizes que eu der por conta
Serão marcas esquecidas.
sábado, julho 03, 2010
A moça Molhada
Lá vai a ensandecida
correndo nua na rua da solidão.
e ensopada de sopa feita na cama
carrega uma calcinha na mão.
O penduricalho rijo, rosado, difuso...
Os braços abertos levantam o peito,
sacodem os seios, botões eriçados.
Pelos escuros embaixo,
claros no resto do corpo.
Podem-se vê-los arrepiados de frio,
calafrio, tudo de pé.
Cabelos longos castanhos claros
ondulam-se como o mar sereno.
A barriga é um tanque raso, soft...
O umbigo um ralo vulcanizado.
Tudo está nu.
Até os pés que descalços estão
mostram a mais bela sensualidade ao tocar o chão
gélido e duro.
As narinas dilatadas
buscam sugar o ar com urgência.
Os olhos aboticados
caçam qualquer sinal de salvação
As nádegas compridas
desvelam agora músculos tensos pelo terror.
A boca uma caverna
ora escura, ora rosada,
ora sedenta, ora molhada,
por onde passam os ecos do desespero.
Pobre moça caiu de joelhos no chão,
une as mãos ao ventre
Agora encurvada, de cabeça baixa
soluça e treme.
Os calcanhares perfuramos glúteos
e ali fica minutos...
A tempestade vai passando
O corpo se ergue
e agora dança na andança
e segue molhada na chuva que cai
Anda serena de olhos fixos ao longe
entra em casa
deita na cama
E agora dorme em paz.





